quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Quem és tu?

Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?


A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.


A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.

     Nos seus poemas, Sophia busca sempre a perfeição e harmonia de um ser humano a partir das suas imperfeições, tal como neste poema.
     Através do primeiro terceto podemos concluir que o sujeito poético refere-se a uma pessoa que não conhecia e que trazia consigo um certo mistério, obrigando-a a querer saber mais sobre a pessoa (Pisando o luar branco dos caminhos, / Sob o rumor das folhas inspiradas?), mas, prosseguindo a leitura, ela dá-nos a entender que o indivíduo pode vir a ser o seu amado, considerando-o perfeito e ficando muito feliz com a sua presença. Sente-se como se fossem destinados um para o outro (E a tua presença acorda a plenitude / A que as coisas tinham sido destinadas.)
     No último terceto, os gestos do amado do sujeito poético são comparados a história da noite, isto é, a história que eles os dois tiveram, na noite, significando que era um segredo, pois ninguém via. A sua juventude era comparada ao ardor do vento, que representava o tempo, e ele mantia-se sempre jovem, cada vez que o sujeito poético o via; e, por fim, o seu andar era considerado a beleza das estradas, ela alegrando-se cada vez que ouvia os seus passos (A perfeição nasce do eco dos teus passos).
     Do meu ponto de vista, o poema é muito interessante, e a forma como o sujeito poético descreveu o seu amado foi magnífico, pois todos nós acabamos por nos sentir assim acerca de alguém, mesmo sem dar por conta disso, o que torna o poema ainda melhor e dá muito mais prazer em ler. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Palestra à Escola Básica du Bocage

Ontem (12/11/2015) deslocámo-nos da nossa escola até à Escola Básica du Bocage com o objetivo de proferir uma palestra sobre Bocage bem como os nossos conhecimentos no âmbito da Literatura Portuguesa.
Na nossa opinião, a apresentação podia ter corrido melhor mas, mesmo assim, a experiência foi interessante. Ter contacto com os nossos colegas do 9ºano e partilharmos as nossas ambições e expetativas foi muito gratificante.
No entanto, os nervos “apoderaram-se” de nós, o que dificultou a realização da actividade.


Para concluir, nós gostaríamos de repetir algo similar ao que fizemos, mas com outros temas que nos deixam mais confortáveis. 

(O trabalho foi realizado em conjunto com a Margarida)



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um auto de Gil Vicente

Depois da leitura da peça "Um auto de Gil Vicente", de Almeida Garrett, a nossa turma foi desafiada a entrar na pele da sua personagem preferida e colocar os seus sentimentos em papel.
Depois de muita indecisão da minha parte, consegui finalmente concluir o desafio com sucesso.

"Queria o amor dele... mas o que me ofereceu ele em vez disso? Confidências de amor por uma bela princesa. Será que eu mereço isto?
Os olhos dele que brilhavam tanto quando Beatriz lhe dirigia a palavra! Secavam-me o interior, deixavam-me fria, enlouqueciam-me... mas não seria capaz de os magoar, a ele, a ela, aos dois que tanto merecem ser felizes.
Mas aquele último encontro... aquele encontro que nem sequer era para mim, matou-me por dentro... acabou tudo no instante que ele se atirou ao mar. O que seria feito do corpo dele? Nunca saberei realmente. Se calhar, é melhor assim, pois o meu querido pai sempre me avisou da mágoa infinita que iria sofrer.
Eu nunca liguei às suas palavras, cada vem mais sinto que o mundo está a desmoronar debaixo dos meus pés.
Pensarei noutro futuro melhor para mim... mas, até lá, só o tempo dirá... querido Bernardim! ..."
Paula Vicente 


Ante Tamanhas Mudanças
Ante tamanhas mudanças,
que cousa terei segura?
Duvidosas esperanças,
tão certa desaventura...

Venham estes desenganos
do meu longo engano, e vão,
que já o tempo e os anos
outros cuidados me dão.
Já não sou para mudanças,
mais quero üa dor segura;
vá crê-las vãs esperanças
quem não sabe o qu'aventura! 
Bernardim Ribeiro, in 'Cancioneiro Geral de Garcia de Resende'



terça-feira, 9 de junho de 2015

Malditos


Este período decidi ler e apresentar o livro intitulado "Malditos", de Ricardo J. Rodrigues, que trata de histórias de homens e de lobos, tal como o subtítulo indica.

O autor nasceu no ano de 1976 e é jornalista desde 1999.  As suas histórias são normalmente sobre direitos humanos e tudo que é ligado a contra-cultura.

Bem, vou começar por dizer que o livro não foi nada do que eu estava a espera, pois trata-se mais de uma reportagem do que uma história em si. Quero dizer, não tem praticamente sentido nenhum, tal como a narração que faz falta, e os diálogos que raramente se encontram; isto só na minha opinião, mas gostaria que mais pessoas lessem o livro e me dessem a opinião deles, porque é sempre importante ver um trabalho de todas as perspetivas possíveis. 
O livro está dividido em quatro grandes capítulos: Lobos, Homens, Guerra e Paz, e cada um possui uma história diferente, mas que se ligam entre elas.

Não gostei do livro, e já o tentei ler várias vezes, para ver se isso ia mudar a minha opinião. Quando comecei a ler o primeiro capítulo gostei bastante, mas ao longo das paginas torna-se um bocado cansativo de ler, pois, como já tinha dito, só há mesmo muita descrição e pouca narração. 
Em Lobos, o narrador conta a história de um lobo que foi expulso da alcateia, e a tentativa dele de sobreviver por conta própria, o que não foi muito fácil.
Tal como em Homens, a história contada é basicamente sobre a relação de um rapaz com o seu pónei que tem desde criança, e a angústia dele quando o perdeu aos lobos. 
Guerra e Paz são dois conceitos totalmente opostos, mas, no final do livro tudo acaba de uma forma razoável e o final é um feliz.


O comentário de Bilgee, um chefe de um tribo da Mongólia, para o Jiang Rong, um escritor chinês, enquanto os dois observavam uma alcateia a cercar uma manada de gazelas no ano de 1966 (incluído no livro Long Tuteng do escritor estrangeiro) foi também incluído em Malditos, tendo mais ou menos o mesmo tema do livro. 
«Na guerra, disse o velho, os lobos são mais espertos que os homens. Nós, os Mongóis, aprendemos com eles a caçar, a fazer cercos, até a fazer a guerra. Não há alcateias de lobos onde vocês, Chineses, vivem, e por isso nunca aprenderam o que é a verdadeira guerra. Não podes ganhar uma guerra só porque tens muita terra e muitos soldados. Não, o que realmente interessa é se és lobo ou carneiro.»

Em relação ao comentário em cima referido só tenho para dizer que Malditos apresenta exatamente o mesmo conceito: a diferença entre os lobos e os carneiros, mas acho que, se o livro estivesse escrito de uma outra maneira, até podia gostar, pois a história em si não é do pior. Precisa mesmo só de alguns retoques e mais atenção na organização do mesmo.

Para acabar, volto a dizer que fiquei decepcionada com a leitura do livro, pois não foi mesmo o que eu estava a espera, mesmo que alguns aspetos sejam bem apresentados.
Recomendo o livro, mas apenas porque estou curiosa em relação a opinião das outras pessoas. 



domingo, 7 de junho de 2015

Eu, Bocage...

Eu, Bocage, nasci a 15 de setembro de 1765, em Setúbal, no reinado de D. José, em pleno século das luzes. Vivia-se a transição de um mundo velho e absolutista para um mundo aberto a novas ideias e formas de pensar, e talvez essa transição se deva às minhas ideias pré-românticas e neoclássicas.
     O meu pai era advogado e tinha por nome José Luís Soares de Barbosa. A minha mãe era de origem francesa e chamava-se Maria Joaquina Xavier Lustoff du Bocage.
     A minha infância foi carregada de mágoas. O meu pai foi preso quando eu tinha seis anos e a minha mãe morreu quando eu tinha apenas dez anos (“Aos dois lustros a morte devorante // Me roubou, terna Mãe, teu doce agrado”). Não foi fácil para mim ultrapassar todas estas dificuldades, por isso decidi tornar-me independente o mais depressa possível.
Na minha adolescência, estudei várias matérias como, por exemplo, o latim. Estudei este idioma durante vários anos , o que permitiu tornar-me numa pessoa mais instruída.
     Em 1781, apresentei-me ao serviço militar no Regimento da Infantaria de Setúbal e tive como meu comandante um sargento-mor entendido em literatura e autor de um prefácio às obras de Reis Quita.
     Em 1783, alistei-me na Companhia de Guardas-Marinhas, em Lisboa, onde tive acesso a lições de geometria, aritmética e língua francesa. Posteriormente, abandonei esta Companhia, sendo mais tarde designado guarda-marinha da Armada do Estado da Índia. Viajei para o Oriente na nau Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena, em 1786, com destino ao Rio de Janeiro e à ilha de Moçambique.
     Corria o ano de 1787, quando resolvi alistar-me na Ala Real da Marinha, em Pangim.
     Passados dois anos (1789), fui nomeado tenente de infantaria da 5ª Companhia do Regimento da Guarnição da Praça de Damão. Fui destacado para uma missão em Goa, embarcando na fragata de Santa Ana. Chegado ao destino, decidi embarcar rumo a Macau, deixando para trás a missão que me tinha sido atribuída. Nesse mesmo ano, foi fundada a Nova Arcádia ou Academia das Belas-Letras. Tornei-me membro desta Academia e com isso passaram a chamar-me Elmano Sadino.
     Regressei a Setúbal, a minha terra natal, na esperança de encontrar a mulher que eu pensei ser a mais indicada para mim, Gertrudes. Todavia estava redondamente enganado, pois encontrei-a já casada com o meu irmão. Era esta a Gertrúria cuja beleza e traição eram referidas em alguns dos meus poemas. (“ Da pérfida Gertrúria o juramento // Parece-me que estou inda escutando, // E que inda ao som da voz suave e brando // Encolhe as asas , de encantado , o vento”).
     Fui reconhecido como poeta ao publicar o Tomo I das Rimas no final do século XVIII (1791).
     Acabei por ser expulso da Nova Arcádia por ter participado em vários conflitos, nomeadamente com o meu arqui-inimigo, o Padre José Agostinho de Macedo.
     De seguida, publiquei a 2ª edição do Tomo I das Rimas, o Elogio Poético à Admirável Intrepidez com que Domingo 24 Agosto de 1794 e Subiu o Capitão Lunardi no Balão Aerostático.
     Entre 1795 e 1797, filiei-me na Maçonaria contra a vontade de Pina Manique, Intendente-Geral das Polícias do Reino, e entreguei-me cada vez com mais empenho aos ideais da Revolução Francesa (“Liberdade, onde estás? Quem te demora? //Movam nosso grilhões tua piedade; //Nosso númen tu és, e glória, e tudo, //Mãe de génio e prazer , ó Liberdade!”). Ainda em 1797, radicalizei a minha opinião a favor dos ideais iluministas com o objetivo de me tornar uma das maiores, se não a maior figura do Iluminismo Português, mas fui preso por ordem de Pina Manique na prisão do Limoeiro, sendo-me atribuída a autoria de “papéis ímpios, sediciosos e críticos” (“ Em sórdida masmorra aferrolhado, // De cadeias aspérrimas cingido, // Por ferozes contrários perseguido, // Por línguas impostoras criminado”).
     Com a ajuda e empenho do meu admirador José de Seabra da Silva, ministro de Estado dos Negócios do Reino, passei para o Real Hospício de Nossa Senhora das Necessidades, onde, graças ao ambiente propício ao estudo e à reflexão, comecei a traduzir As Metamorfoses, do poeta latino Ovídio e também outros textos importantes. No último dia do ano fui libertado, passando a ser mais cauteloso na manifestação dos meus ideais revolucionários.
     Em 1799, publiquei o Tomo II das Rimas e iniciei o meu trabalho como tradutor, revisor de provas e encarregado de aperfeiçoar textos alheios, na Oficina Tipográfica do Arco do Cego.
     Passado um ano, publiquei a 3ª edição do Tomo I das Rimas e a tradução do poema didático Os Jardins ou a Arte de Aformosear as Paisagens, de Delille.

     Em 1802, o meu pai faleceu e escrevi a minha famosa sátira “Pena de Talião” contra o padre José Agostinho de Macedo. Dois anos depois, surgiram sintomas da minha doença (um aneurisma nas carótidas) e lutei contra grandes dificuldades financeiras. Publiquei ainda o Tomo III das Rimas, dedicado à Marquesa de Alorna, poetisa pré-romântica e minha protetora.
     Em 1805, o meu estado de saúde agravou-se bastante, mas, mesmo assim, publiquei as minhas últimas obras cujos títulos são esclarecedores: Improvisos de Bocage na sua Mui Perigosa Enfermidade, Dedicados a seus Bons Amigos e Coleção de Novos Improvisos de Bocage na sua Moléstia, com as Obras que lhe Foram Dirigidas por Vários Poetas Nacionais.
     Na manhã de 21 de Dezembro, acabei por morrer e fui sepultado no dia seguinte “ domingo de muita chuva e frio, no cemitério da igreja paroquial das Mercês” (“Já Bocage não sou!... À cova escura//Meu estro vai parar desfeito em vento... //Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento// Leve me torne sempre a terra dura.”).
     Este fui eu, Bocage! O poeta e escritor conhecido por ser um pré-romântico e neoclássico. Decidi aproveitar o facto de nascer no século das luzes para me tornar no homem que não se deixava ficar calado. Eu sentia que devia ter voz e opinião e foi isso que fiz, mesmo sabendo que ia ser certamente julgado pela comunidade por contestar algo que não concordava. Este fui eu e sinto orgulho em ter sido quem fui …

sábado, 21 de março de 2015

Um Olhar Diferente

O livro que escolhi logo que fomos desafiados a apresentar uma obra poética, foi "Um Olhar Diferente", que é uma coletânea de poemas que foram escolhidos a partir dos concursos de poesia realizados no âmbito do APPACDM de Setúbal ao longo de 10 anos. 

Não gostei de todos os poemas lidos, nem todos conseguindo transmitir alguma mensagem, mas o que me captou mais a atenção intitula-se "Anjo", pois acho que fala de um tema muito sensível, esta sendo a Humanidade.

O poema trata de descrever um Anjo que tinha caído na Terra, e comparado com os Humanos, era um ser puro e verdadeiro que mostrava todas as nossas imperfeições.

Tirando este poema, a maioria tentam convencer as pessoas a aceitar como são, e acho que é um bom tema, mas como já disse, é pena que nem todos consigam transmitir mesmo o sentimento.

Concluindo, eu não sei se recomendo o livro, só se os meus colegas quiserem mesmo ler, e dar uma oportunidade as pessoas que tentaram por os seus sentimentos no papel, sendo apenas um concurso de poesia.


sábado, 14 de março de 2015

Confissão de Lúcio

O livro inicia-se com uma breve introdução, em que o narrador, Lúcio,  justifica o seu objectivo: confessar-se inocente após ter cumprido os dez anos de prisão a que fora condenado pelo assassinato de um amigo, Ricardo de Loureiro.
Em 1895, Lúcio vai estudar direito a Paris, onde encontra outro português, Gervásio Vila-Nova, que o apresenta a uma mulher, a americana, e ao poeta Ricardo de Loureiro. 
A americana dá uma festa onde os três portugueses se encontram. Um mês depois da tal festa, a amizade de Ricardo e Lúcio estava cada vez mais forte. Passados dez meses, Ricardo retorna inexplicavelmente a Portugal e durante um ano os dois trocam cartas: Lúcio três, Ricardo apenas duas.
Em 1897, no mês de Dezembro, Lúcio volta para Portugal devido as saudades que tinha do amigo, e encontra-o casado com Marta, ou pelo menos vivendo com ela.
Durante vários meses Lúcio frequenta a casa de Ricardo e nesse tempo mantém uma relação com Marta nas costas dele. Mais tarde, ele descobre que Marta tem ainda outro amante, motivo que o levou a regressar a Paris.
Três anos depois, Lúcio volta para Portugal para tratar de uma peça, e encontra Ricardo, esse confessando que mandava Marta possuir os amigos que ele amava. Lúcio decide ir a casa deles e atira a Marta, mas ela desaparece, Ricardo sendo atingido pelo tiro.

Acho que gostei até demasiado do livro, porque, como já disse várias vezes, gosto deste tipo de histórias, e gosto em geral dos contos de Mário de Sá-Carneiro, acreditando que em cada um de eles estão escondidos bocados do autor. Não estava muito a espera do final, mas é sempre muito melhor quando as coisas nos surpreendem. 
Recomendo o livro a todas as pessoas que estiverem a ler esta entrada.

Autorretrato

Quem sou?

Sou uma pessoa que gosta de ficar a ver a chuva, que gosta de passar o tempo a contar as estrelas e que nunca se farta de ouvir música.
Sou muito tímida mas costumo ser bastante teimosa, portanto quando meto uma coisa na cabeça, nunca me sai de lá até conseguir atingi-la. 
Gosto de Huskys, nuggets e livros. Adoro bandas, séries, narcisos e cores escuras, no entanto branco é uma das minhas cores preferidas. Não consigo ordenar os meus pensamentos no papel. Neste ponto de vista posso ser muito desorganizada. 
Também adoro desenhar.
Quero muito ajudar os outros, com tudo aquilo que posso e me permitem. Odeio quando me mentem.
Não gosto de ser o centro das atenções. Tenho medo da rejeição e não sou muito boa a dar conselhos.
Fico sem jeito quando qualquer pessoa olha diretamente nos meus olhos.
Sou ambiciosa, porém pessimista. 
Não sei dançar mas gosto de ver outras pessoas a fazê-lo.
Admiro as pessoas que me fazem rir.


O que pareço ser?

Sinceramente, acho que chegamos a parte mais difícil.
Nem sempre pareço ser aquilo que realmente sou, deixando algumas coisas à parte só para as pessoas que realmente querem sabe-lo. 
Várias pessoas já me perguntaram se era perfecionista e a minha resposta foi sempre que não, mas se estiver melhor a pensar, até sou, tendo bastante cuidado com os pormenores.
Tirando isso, acho que pareço arrogante, embora nunca me foi dito, é apenas uma dedução minha.
Sei muito bem que pareço tímida e caladinha, mas não concordo muito com a ultima parte.
Pareço espontânea, e sou mesmo.


O que quero ser?

Quero ser uma pessoa bem sucedida na vida, quero passear no walk of fame, e quem sabe, até posso pisar a minha própria estrela.
Grandes sonhos para uma alma ainda tão jovem e com tanta vida pela frente, não é? 
Quero ir para Nova Iorque e morar num desses apartamentos pequeninos com janelas grandes que dessem para uma vista esplêndida sobre a cidade.
Quero tirar a carta logo de primeira.
Quero visitar as sete maravilhas do mundo junto com a minha família.
Quero ser uma boa mãe para os meus filhos e uma boa esposa para o meu marido.
E mesmo quando desaparecer, quero que as pessoas se lembrem de mim com um sorriso na cara.




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Once Upon A Time


     "Once Upon A Time" (ou "Era Uma Vez") é uma série criada por Edward Kitsis e Adam Horowitz, iniciada em 2011 nos Estados Unidos, e que ainda tem continuidade sendo formada por quatro temporadas. Os géneros predominantes nesta série são: fantasia, aventura, drama, mistério e ainda romance.


     A história passa-se em Storybrooke, Maine, uma cidade fictícia cujos habitantes são personagens de vários contos de fadas que perderam as suas memórias por causa de uma maldição. Os episódios normalmente apresentam o enredo principal dos acontecimentos em Storybrooke, e um enredo secundário de outro ponto da vida de uma das personagens antes da maldição ser lançada.


     Para Emma Swan, a vida tem tido tudo menos um final feliz. Mas quando ela está reunida com Henry - o filho que ela deu para adoção há dez anos atrás - na noite de seu aniversário de 28 anos, tudo muda. E agora Henry precisa desesperadamente da ajuda de Emma, porque ele acredita que, a partir da leitura de um livro de contos de fadas, ela é a filha de Branca de Neve e do Príncipe Encantado - que a mandou embora da Floresta Encantada para a proteger de uma maldição que foi promulgada pela Rainha Má.
     Emma inicialmente recusa-se a acreditar na história de Henry, mas logo descobre que Storybrooke é mais do que parece. Porque ali todas as personagens clássicas que conhecemos estão congeladas no tempo, com nenhuma lembrança do que costumavam ser - exceto a Rainha, que é a prefeita de Storybrooke e mãe adotiva de Henry, Regina Mills.


     Como a épica "Luta final" para o futuro dos dois mundos se aproxima, Emma terá de aceitar seu destino e descobrir o mistério por trás de um lugar onde os contos de fadas tem que ser acreditados.


À partir da primeira temporada da série, Odette Beane escreveu um livro intitulado Reawakened (Despertar)  onde a história é contada do ponto de vista de Emma e Branca de Neve.








Pessoalmente, depois de ver uma publicidade alusiva à serie, não fiquei muito entusiasmada no momento, por causa do pensamento da série poder ser mais para crianças, pois é o que se mostrava, com a mistura das princesas dos contos de fadas e diversas criaturas. Mas depois de mais recomendações comecei a ver, prestando mais atenção aos pormenores, e à junção das histórias que até tem um resultado bastante interessante, e a ideia em si é muito boa. Não posso dizer que tenho uma personagem preferida, pois seria mentira, gosto de todos os caráteres, mesmo gostando de uns menos que de outros, mas aprecio o trabalho que os atores tiveram e continuam a ter.
Recomendo a série para quem gostar muito deste género de filmes ou histórias. 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ela

Aí estava Ela, de costas para a multidão. Era a única vestida de preto num coro de pessoas vestidas de branco. Não podias não reparar no seu cabelo cor do ouro preso com o elástico no topo da cabeça. Estava sempre animada, mas hoje parecia uma exceção. Os seus olhos pretos pareciam mais escuros que nos outros dias. Mas continuava a sorrir. Olhava para frente  e sorria, gostava de ser diferente, de observar as coisas de uma outra perspetiva. Ela era uma adolescente tímida ainda com a vida toda pela frente. Tinha dezasseis anos mas o batom vermelho que usava sempre fazia-a parecer mais velha e não se importava com as críticas dos outros, simplesmente passava a frente. Parecia que nao estava a ligar a nada, apenas ao seu pequeno bloco que trazia sempre com ela.  Passava horas com um lápis entre os dedos desenhando no papel fino tudo que observava, criando um mundo diferente, um universo só dela. Esta é uma das coisas porque as pessoas querem aproximar-se dela. É verdadeira e sabe distinguir o certo do errado. Ela é uma mistura entre doce e amargo em pessoa. Ela é sempre ela e continua única.