O autor nasceu no ano de 1976 e é jornalista desde 1999. As suas histórias são normalmente sobre direitos humanos e tudo que é ligado a contra-cultura.
Bem, vou começar por dizer que o livro não foi nada do que eu estava a espera, pois trata-se mais de uma reportagem do que uma história em si. Quero dizer, não tem praticamente sentido nenhum, tal como a narração que faz falta, e os diálogos que raramente se encontram; isto só na minha opinião, mas gostaria que mais pessoas lessem o livro e me dessem a opinião deles, porque é sempre importante ver um trabalho de todas as perspetivas possíveis.
O livro está dividido em quatro grandes capítulos: Lobos, Homens, Guerra e Paz, e cada um possui uma história diferente, mas que se ligam entre elas.
Não gostei do livro, e já o tentei ler várias vezes, para ver se isso ia mudar a minha opinião. Quando comecei a ler o primeiro capítulo gostei bastante, mas ao longo das paginas torna-se um bocado cansativo de ler, pois, como já tinha dito, só há mesmo muita descrição e pouca narração.
Em Lobos, o narrador conta a história de um lobo que foi expulso da alcateia, e a tentativa dele de sobreviver por conta própria, o que não foi muito fácil.
Tal como em Homens, a história contada é basicamente sobre a relação de um rapaz com o seu pónei que tem desde criança, e a angústia dele quando o perdeu aos lobos.
Guerra e Paz são dois conceitos totalmente opostos, mas, no final do livro tudo acaba de uma forma razoável e o final é um feliz.
O comentário de Bilgee, um chefe de um tribo da Mongólia, para o Jiang Rong, um escritor chinês, enquanto os dois observavam uma alcateia a cercar uma manada de gazelas no ano de 1966 (incluído no livro Long Tuteng do escritor estrangeiro) foi também incluído em Malditos, tendo mais ou menos o mesmo tema do livro.
«Na guerra, disse o velho, os lobos são mais espertos que os homens. Nós, os Mongóis, aprendemos com eles a caçar, a fazer cercos, até a fazer a guerra. Não há alcateias de lobos onde vocês, Chineses, vivem, e por isso nunca aprenderam o que é a verdadeira guerra. Não podes ganhar uma guerra só porque tens muita terra e muitos soldados. Não, o que realmente interessa é se és lobo ou carneiro.»
Em relação ao comentário em cima referido só tenho para dizer que Malditos apresenta exatamente o mesmo conceito: a diferença entre os lobos e os carneiros, mas acho que, se o livro estivesse escrito de uma outra maneira, até podia gostar, pois a história em si não é do pior. Precisa mesmo só de alguns retoques e mais atenção na organização do mesmo.
Para acabar, volto a dizer que fiquei decepcionada com a leitura do livro, pois não foi mesmo o que eu estava a espera, mesmo que alguns aspetos sejam bem apresentados.
Recomendo o livro, mas apenas porque estou curiosa em relação a opinião das outras pessoas.
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