sexta-feira, 18 de março de 2016

"Aparição", de Virgílio Ferreira

Neste livro, até agora a personagem que me captou mais a atenção neste livro foi Ana, a filha mais velha do Dr. Moura. Gostei dela especialmente porque é uma mulher forte e sensível ao mesmo tempo.
Ela mostra-se inquieta ao início, mas com o passar do tempo cria uma ligação forte com Alberto, aceitando-o e compreendendo as suas ideias.

Ana está casada com Alfredo, um homem honesto e prático, mas um pouco rude e grosseiro, vivendo um casamento infeliz. Demonstra um grande amor por Cristina, a sua irmã, tendo em conta o facto de ela não poder ter os seus filhos, sentindo-se frustrada, e acaba por adoptar os dois filhos do Bailote, o homem que se suicidara. 

Picasso

Pablo Picasso nasceu na cidade de Málaga, na Espanha, no dia 25 de Outubro de 1881, falecendo a 8 de abri de 1973, na cidade de Mougins, próximo a Cannes, na França, aos 91 anos.
Foi um dos principais pintores, escultores e ceramistas do século XX, junto com Henri Matisse e Marcel Duchamp, sendo conhecido por ser o fundador do cubismo, tendo então uma enorme influência nas gerações posteriores.
O cubismo é um tipo de arte considerada “mental”, afastando-se completamente da interpretação ou semelhança com a natureza. Isso faz-se através da decomposição da figura nos seus pequenos detalhes, sendo retratadas de forma simplificada, em cilindros, cubos ou esferas.

A sua pintura cubista representou uma rutura com a arte feita até então e teve enorme influência sobre as gerações posteriores. Picasso tornou-se um mito ainda em vida e desde cedo exerceu fascínio sobre multidões devido ao seu talento para a autopromoção, inspirando-se nas mulheres com quem se relacionou para conceber algumas das suas criações principais.

Percurso Pessoano – Rua da Assunção

No ínicio de 1914, podíamos encontrar instalado na Rua da Assunção, no nº39, Valentim de Carvalho, que desde muito cedo se dedicou à actividade comercial, primeiro como colaborador, e mais tarde como empresário. Vendia nesta rua capas e letras de músicas (especialmente da Revista à Portuguesa). Mais tarde em 1923, ocupava também o Salão Neuparth, na Rua Nova do Almada. Já ligado à música, Valentim de Carvalho vendia gramofones, discos, pianos e partituras musicais
                A Rua da Assunção, nº42, 2º andar, foi também a sede da firma Félix, Valladas & Freitas, Lda. onde Fernando Pessoa e Ofélia Queirós se conheceram em 1919.A relação com Ofélia foi provavelmente a única relação sentimental que Pessoa teve em toda a sua vida.
                Ofélia Queirós nasceu em Lisboa em 1900, era a mais nova de oito irmãos e aprendeu francês e inglês. Gostava de ler, ir ao teatro e conviver.

                O namoro entre os dois começou por uma troca de olhares, gracejos e bilhetinhos, e decorreu durante duas fases, de março a novembro de 1920 e de setembro a dezembro de 1929, embora o contacto entre os dois se tenha mantido cordial até à morte do poeta. A primeira fase, marcada por uma paixão sincera, terminou com uma carta em que Pessoa afirmava que o seu destino pertencia a outra lei. O reencontro, motivado por uma fotografia do poeta a beber no Abel Ferreira da Fonseca oferecida a Carlos Queirós, inicia-se quando Ofélia mostra vontade de possuir uma igual e Pessoa lhe envia uma com a dedicatória: “Fernando Pessoa em flagrante delitro”. Nesta segunda fase, nota-se uma enorme confusão de sentimentos e perturbação psíquica. Foram trocadas pelos dois inúmeras cartas de amor, contudo, não chegou a haver casamento. 


(O trabalho foi realizado em conjunto com a Margarida)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Geração de 70

     Geração de 70 é a designação para o grupo de jovens intelectuais portugueses que (primeiro em Coimbra e depois em Lisboa) manifestaram um descontentamento com o estado da cultura e das instituições nacionais. O grupo fez-se notar a partir de 1865, tendo Antero de Quental como figura principal, e integrando ainda literatos como Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Jaime Batalha Reis e Guilherme de Azevedo. Juntos ou trilhando caminhos de certa forma divergentes, estes homens marcaram a cultura portuguesa até ao virar do século, na literatura e na crítica literária, na historiografia, no ensaísmo e na política.
     Os homens da Geração de 70 tiveram possibilidade de contacto com a cultura mais avançada da Europa como não se via em Portugal desde o tempo da formação de Garrett e de Herculano. Puderam aperceber-se da diferença que havia entre o estado das ciências, das artes, da filosofia e das próprias formas de organização social no país e em nações como a Inglaterra, a França ou a Alemanha. Em consequência, esta juventude cosmopolita nas leituras, liberal e progressista não se revia nos formalismos estéticos nem naquilo que consideravam ser a estagnação social, institucional, económica e cultural a que assistiam.
     O seu inconformismo havia de se manifestar em diversas ocasiões, com repercussões públicas dignas de registo. 
     Em 1865 é anulada a Questão Coimbrã (que opôs o grupo a pretexto de uma obra literária de mérito discutível) ao ultrarromantismo instalado que António Feliciano de Castilho personificava. Travou-se uma acesa polémica, à qual persistiam grandes diferenças ao nível das referências estéticas e também ideológicas. Mais tarde, o grupo reuniu-se na capital, formando o Cenáculo, e em 1871 organizou as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, com as quais chamou definitivamente à atenção da sociedade.

     Nos anos seguintes, embora a atitude de crítica e de intervenção cultural e política se mantivesse, os membros do grupo foram definindo caminhos pessoais independentes. Antero suicidou-se em 1891, e por consequência disso dizia-se que esse gesto simbolizava o destino destes homens a caminho do final do século, em desilusão progressiva com o país e o sentido das suas próprias vidas.

(O trabalho foi realizado em conjunto com a Margarida)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Quem és tu?

Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?


A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.


A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.

     Nos seus poemas, Sophia busca sempre a perfeição e harmonia de um ser humano a partir das suas imperfeições, tal como neste poema.
     Através do primeiro terceto podemos concluir que o sujeito poético refere-se a uma pessoa que não conhecia e que trazia consigo um certo mistério, obrigando-a a querer saber mais sobre a pessoa (Pisando o luar branco dos caminhos, / Sob o rumor das folhas inspiradas?), mas, prosseguindo a leitura, ela dá-nos a entender que o indivíduo pode vir a ser o seu amado, considerando-o perfeito e ficando muito feliz com a sua presença. Sente-se como se fossem destinados um para o outro (E a tua presença acorda a plenitude / A que as coisas tinham sido destinadas.)
     No último terceto, os gestos do amado do sujeito poético são comparados a história da noite, isto é, a história que eles os dois tiveram, na noite, significando que era um segredo, pois ninguém via. A sua juventude era comparada ao ardor do vento, que representava o tempo, e ele mantia-se sempre jovem, cada vez que o sujeito poético o via; e, por fim, o seu andar era considerado a beleza das estradas, ela alegrando-se cada vez que ouvia os seus passos (A perfeição nasce do eco dos teus passos).
     Do meu ponto de vista, o poema é muito interessante, e a forma como o sujeito poético descreveu o seu amado foi magnífico, pois todos nós acabamos por nos sentir assim acerca de alguém, mesmo sem dar por conta disso, o que torna o poema ainda melhor e dá muito mais prazer em ler. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Palestra à Escola Básica du Bocage

Ontem (12/11/2015) deslocámo-nos da nossa escola até à Escola Básica du Bocage com o objetivo de proferir uma palestra sobre Bocage bem como os nossos conhecimentos no âmbito da Literatura Portuguesa.
Na nossa opinião, a apresentação podia ter corrido melhor mas, mesmo assim, a experiência foi interessante. Ter contacto com os nossos colegas do 9ºano e partilharmos as nossas ambições e expetativas foi muito gratificante.
No entanto, os nervos “apoderaram-se” de nós, o que dificultou a realização da actividade.


Para concluir, nós gostaríamos de repetir algo similar ao que fizemos, mas com outros temas que nos deixam mais confortáveis. 

(O trabalho foi realizado em conjunto com a Margarida)



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um auto de Gil Vicente

Depois da leitura da peça "Um auto de Gil Vicente", de Almeida Garrett, a nossa turma foi desafiada a entrar na pele da sua personagem preferida e colocar os seus sentimentos em papel.
Depois de muita indecisão da minha parte, consegui finalmente concluir o desafio com sucesso.

"Queria o amor dele... mas o que me ofereceu ele em vez disso? Confidências de amor por uma bela princesa. Será que eu mereço isto?
Os olhos dele que brilhavam tanto quando Beatriz lhe dirigia a palavra! Secavam-me o interior, deixavam-me fria, enlouqueciam-me... mas não seria capaz de os magoar, a ele, a ela, aos dois que tanto merecem ser felizes.
Mas aquele último encontro... aquele encontro que nem sequer era para mim, matou-me por dentro... acabou tudo no instante que ele se atirou ao mar. O que seria feito do corpo dele? Nunca saberei realmente. Se calhar, é melhor assim, pois o meu querido pai sempre me avisou da mágoa infinita que iria sofrer.
Eu nunca liguei às suas palavras, cada vem mais sinto que o mundo está a desmoronar debaixo dos meus pés.
Pensarei noutro futuro melhor para mim... mas, até lá, só o tempo dirá... querido Bernardim! ..."
Paula Vicente 


Ante Tamanhas Mudanças
Ante tamanhas mudanças,
que cousa terei segura?
Duvidosas esperanças,
tão certa desaventura...

Venham estes desenganos
do meu longo engano, e vão,
que já o tempo e os anos
outros cuidados me dão.
Já não sou para mudanças,
mais quero üa dor segura;
vá crê-las vãs esperanças
quem não sabe o qu'aventura! 
Bernardim Ribeiro, in 'Cancioneiro Geral de Garcia de Resende'