O livro “Loucura”, de Mário de Sá-Carneiro despertou-me a atenção mais do que qualquer outro livro até agora. A forma de escrita do autor também ajuda à compreensão e critica do mesmo, que achei muito bem escrito.
A maneira de ser do Raul intriga-me, pois ele escolhia fazer carne de pedra, enquanto o seu amigo fazia as almas com a sua escrita. Mesmo o Raul não gostando da escrita, sabia que com carne e alma é que se ganha a vida.
Ao mesmo tempo assustam-me os pensamentos dele. De uma forma geral, eu não achava o Raul propriamente maluco num mau sentido, mesmo porque ele tem a sua razão. Ele só queria demonstrar à mulher o quanto a amava, e para isso escolheu a morte. Muito antes disso, o amor para ele não era coisa importante, só um prazer carnal que não lhe fazia falta, até se apaixonar pela bela Marcela.
Até aqui, gostei de todos os pormenores da história, mas, a partir deste ponto, a loucura do Raul intervem cada vez mais. A maneira como ele ama Marcela mostra que estava enganado antes.
Costumo ler muito este tipo de livros policiais, romance, ou os dois juntos com um pouco mais de mistério, tal como este na minha opinião. A única coisa que eu não apreciei na história foi o final, quando o Raul falou daquela maneira à Marcela, afligiu-me o pensamento do que ele queria fazer-lhe, pois estava mesmo louco e não devia assustá-la assim. A escolha de se suicidar acho que foi acerta, porque ele acabaria por magoar várias pessoas se continuasse a agir assim.
Concluindo, Raul foi a personagem que me captou mais a atenção, sabendo que as outras personagens têm a sua parte importante porém não me afetaram muito com a sua existência, e o livro é bastante interessante.
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