sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Palestra à Escola Básica du Bocage

Ontem (12/11/2015) deslocámo-nos da nossa escola até à Escola Básica du Bocage com o objetivo de proferir uma palestra sobre Bocage bem como os nossos conhecimentos no âmbito da Literatura Portuguesa.
Na nossa opinião, a apresentação podia ter corrido melhor mas, mesmo assim, a experiência foi interessante. Ter contacto com os nossos colegas do 9ºano e partilharmos as nossas ambições e expetativas foi muito gratificante.
No entanto, os nervos “apoderaram-se” de nós, o que dificultou a realização da actividade.


Para concluir, nós gostaríamos de repetir algo similar ao que fizemos, mas com outros temas que nos deixam mais confortáveis. 

(O trabalho foi realizado em conjunto com a Margarida)



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um auto de Gil Vicente

Depois da leitura da peça "Um auto de Gil Vicente", de Almeida Garrett, a nossa turma foi desafiada a entrar na pele da sua personagem preferida e colocar os seus sentimentos em papel.
Depois de muita indecisão da minha parte, consegui finalmente concluir o desafio com sucesso.

"Queria o amor dele... mas o que me ofereceu ele em vez disso? Confidências de amor por uma bela princesa. Será que eu mereço isto?
Os olhos dele que brilhavam tanto quando Beatriz lhe dirigia a palavra! Secavam-me o interior, deixavam-me fria, enlouqueciam-me... mas não seria capaz de os magoar, a ele, a ela, aos dois que tanto merecem ser felizes.
Mas aquele último encontro... aquele encontro que nem sequer era para mim, matou-me por dentro... acabou tudo no instante que ele se atirou ao mar. O que seria feito do corpo dele? Nunca saberei realmente. Se calhar, é melhor assim, pois o meu querido pai sempre me avisou da mágoa infinita que iria sofrer.
Eu nunca liguei às suas palavras, cada vem mais sinto que o mundo está a desmoronar debaixo dos meus pés.
Pensarei noutro futuro melhor para mim... mas, até lá, só o tempo dirá... querido Bernardim! ..."
Paula Vicente 


Ante Tamanhas Mudanças
Ante tamanhas mudanças,
que cousa terei segura?
Duvidosas esperanças,
tão certa desaventura...

Venham estes desenganos
do meu longo engano, e vão,
que já o tempo e os anos
outros cuidados me dão.
Já não sou para mudanças,
mais quero üa dor segura;
vá crê-las vãs esperanças
quem não sabe o qu'aventura! 
Bernardim Ribeiro, in 'Cancioneiro Geral de Garcia de Resende'